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Devaneios Menstruados

Tudo o que aqui escrevo é real, por vezes um pouco exacerbado, outras vezes floreado. São os meus devaneios menstruados, as minhas histórias de vida, o emaranhado de cabos que forma a minha mente!

Tudo o que aqui escrevo é real, por vezes um pouco exacerbado, outras vezes floreado. São os meus devaneios menstruados, as minhas histórias de vida, o emaranhado de cabos que forma a minha mente!

ERRO! Pesei-me...

Erro! Pesei-me.jpg

 

Hoje pesei-me logo de manhã... ERRO! Estou mais gorda? Ou devo dizer roliça? Nestas últimas semanas não tenho tido grande cuidado com a alimentação.

Já estive na fasquia dos 86 kg e sei bem o quanto custa alterar hábitos alimentares e aguentar a pressão dos treinos. Hoje dei por mim a recordar o meu primeiro mês de treinos.

(momento em que entramos em flashback)

- Porra! Este gajo (personal trainer) já me está a tirar do sério! Todo sequinho e jeitoso sempre a dizer "tu aguentas", "mais uma, tu consegues".

Sorrio, com a cabeça a rebentar de cansaço, e penso sem verbalizar:

- É fácil falar palhaço! Este gajo nunca foi gordo! - mais um abdominal.

- É fácil falar quando a massa gorda não te entope todo! - e pimba mais um agachamento.

- É fácil falar de boca cheia... De aveia! - e vem de lá mais uma flexão!

Não desisto. Acabo o treino sem vergar e com o corpo todo a latejar. Abro o saco de desporto e bebo o batido de proteína (acreditem que sempre gostei da proteína de chocolate da Prozis). A caminho de casa passo à porta de um café. Dou por mim numa troca de olhares e num flirt intenso com um rissol de leitão. Ele chama-me e insinua-se com aquele corpinho gorduroso e saboroso. Tento controlar os meus impulsos mais animais. Tento parar as vozes na minha cabeça. Olho para o outro lado e uma Sagres mini grita por socorro! Dou o primeiro passo em seu auxílio, hesito e decido deixá-la a sofrer naquela arca. Gotas de água escorrem-lhe pelo corpo. Vejo que ela precisa de sair dali. Chamo o empregado e digo-lhe num momento de ansiedade:

- Quero aquela mini e esse rissol de leitão para levar por favor.

O empregado faz-me um ar reprovador enquanto olha para o meu saco de desporto.

Saio e sigo para casa sabendo que aquele rissol e aquela mini foram salvas por mim. Deixo-as na bancada da cozinha e vou tomar um duche. 

Volto à cozinha e tirei as dúvidas. Tiveram um melhor destino: foram alimento para o meu mais que tudo.

Sem dúvida que é um grande apoio na minha dieta e nos dias de exercício. 

P.S.: Também me lembro quando ele comeu o último croissant que tínhamos em casa.