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Devaneios Menstruados

Tudo o que aqui escrevo é real, por vezes um pouco exacerbado, outras vezes floreado. São os meus devaneios menstruados, as minhas histórias de vida, o emaranhado de cabos que forma a minha mente!

Tudo o que aqui escrevo é real, por vezes um pouco exacerbado, outras vezes floreado. São os meus devaneios menstruados, as minhas histórias de vida, o emaranhado de cabos que forma a minha mente!

Somos profundamente maus…

Porque os meus devaneios nem sempre são escritos com um sorriso no rosto…

 

Ontem o cão da minha vizinha matou o meu gato. Podia estar aqui a escrever o quanto aquele gato era especial. O mais fraco de três irmãos, com problemas no desenvolvimento motor e que com três semanas já estava internado. Lutou e viveu!

Hoje não consigo escrever para rir… Hoje correm-me as lágrimas e soluço como uma criança no primeiro dia de escola. Este texto é para a neta da minha vizinha.

Não sei o teu nome mas sei (segundo a tua mãe e também a tua avó) o quanto choraste ao veres tamanha loucura. Não culpes o teu cão nem o meu gato. Os animais têm este tipo de comportamento por instinto. Se culpares o teu cão terei de culpar o meu gato…

Mas sei que viste mais que isso. Viste um ser humano cruel e maldoso, mais animal que o mais feroz dos animais, pegar no meu gato ferido e em choque e atirá-lo contra o passeio!

Minha querida por favor não alimentes aquele sentimento que nos pode corroer… O ódio! És uma criança! Deixa isso para

nós adultos. Para nós que tanto alimentamos o ódio entre a nossa espécie.

O teu cão agiu por instinto sim? Quanto a esse suposto ser humano… Esse agiu consoante aquilo que é. Minha querida o que aconteceu a seguir foi pior! Esse ser humano sem caráter passou por mim com o meu gato pendurado para o atirar para um monte de silvas. Ainda agora, neste preciso momento em que escrevo, alimento o que de pior existe em mim… Chamei-o e peguei no meu gato que ele tratou com desdém. Levei-o ao veterinário naquele momento em marcha desesperada de urgência. Acabou por morrer poucos minutos depois de chegarmos. O nome dele é Tripé Albuquerque e será sempre o meu gato especial.

Infelizmente também será sempre a lembrança da crueldade humana. Não o teu cão que agiu por instinto, mas aquele homem que pegou no meu gato ferido, o atirou contra o passeio e o ia atirar ainda vivo para as silvas.

Minha querida que aquele momento desapareça das tuas memórias. O Tripé olhou para mim e poucos minutos depois morreu naquele veterinário…

Tirei as dúvidas…

Nós, homens e mulheres, somos a pior espécie que cobre este mundo!