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Devaneios Menstruados

Tudo o que aqui escrevo é real, por vezes um pouco exacerbado, outras vezes floreado. São os meus devaneios menstruados, as minhas histórias de vida, o emaranhado de cabos que forma a minha mente!

Tudo o que aqui escrevo é real, por vezes um pouco exacerbado, outras vezes floreado. São os meus devaneios menstruados, as minhas histórias de vida, o emaranhado de cabos que forma a minha mente!

Pow! Mas quem é que sabe, mãe?

Sais do comboio.

Ligas os radares.

Detetas uma mãe com a filha que não terá mais de 13/14 anos.

 

Mãe: Não te quero a usar bermudas! É horrível! Quanto muito usas umas calças a meia canela. Ouviste?

Filha: Mãe, bermudas e calças a meia canela são a mesma coisa! E eu uso o que eu quiser!

Mãe: Não são nada a mesma coisa!

Filha: Queres saber mais do que eu? Mau! Mas quem é que anda na escola?

 

E assim se cala uma mãe...

 

 

Puto força aí!

Voltei! Finalmente! 

 

Após um mês sem um único post nos Devaneios (a isto se chama procrastinar ao mais alto nível), volto com novas aventuras. A que escrevo hoje passou-se há alguns dias atrás na minha viagem diária de comboio.

Entram dois adolescentes no comboio, não tinham mais de 15/16 anos, e trocam uns olhares bem interessantes.

Ele, rechonchudo e de faces rosadinhas, com óculos de massa preta e cheio de estilo senta-se à minha frente. Ela, de origem que me pareceu indiana, de cabelos longos e negros e bem morena, senta-se ao meu lado.

Existe ali um clima (pelo menos parece). Ela só fala inglês e ele vai falando com ela sempre a fugir com o olhar e cada vez mais rosadinho. Aqui vai a conversa traduzida porque se torna mais fácil:

- Obrigada pela companhia e por me estares a ajudar - Diz-lhe ela de sorriso no rosto.

Ele rosadinho e de sorriso escondido responde - De nada.

A conversa mantém-se desinteressante mas cheia de palpitações tão visíveis no olhar do adolescente em ânsias e cheio de esperanças. Até que ela lhe pergunta:

- Olha, onde é que mora o teu melhor amigo? 

Todos nós sabemos o que isto quer dizer...

Ele nem quer acreditar, perde o sorriso e num ápice responde:

- Não sei! - E coloca os phones nos ouvidos e passa de encantamento a desprezo em menos de 2 segundos!

E eu ali em frente a ele sinto vontade de gritar! Mas o que é que se passa contigo miúda? Eu já fui a rechonchuda na adolescência e sei bem o que aquele rapaz estava a sentir. E por incrível que pareça ela não desiste. Dá-lhe um toque no braço e ele tira os phones. Ela incrédula pergunta-lhe:

- COMO É QUE NÃO SABES onde vive o teu melhor amigo?

O puto nem queria acreditar e volta a dizer-lhe que não sabe, coloca os phones e ignora-a o resto da viagem. Ela volta a tocar-lhe no braço para se despedir e ele responde com um grunho que mais não queria dizer que "põe-te a andar".

Puto força aí! Estou contigo! Não desistas! Um dia alguém irá perguntar onde é que tu moras! Das duas uma: ou para ser stalker e não te dar descanso ou porque fizeste das tuas e alguém te quer fazer a folha!

 

O mais cómico disto tudo? Finalmente encontrei a explicação para uma cena que está numa parede perto da minha casa:

 

 

Puto força aí!.JPG