Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Devaneios Menstruados

Tudo o que aqui escrevo é real, por vezes um pouco exacerbado, outras vezes floreado. São os meus devaneios menstruados, as minhas histórias de vida, o emaranhado de cabos que forma a minha mente!

Tudo o que aqui escrevo é real, por vezes um pouco exacerbado, outras vezes floreado. São os meus devaneios menstruados, as minhas histórias de vida, o emaranhado de cabos que forma a minha mente!

Trump para crianças – Um conto infantil

ERA UMA VEZ três porquinhos que viviam nos Estados Unidos da América com os seus pais. Um dia, como já estavam muito crescidos, decidiram ir viver cada um em sua casa.

Os porquinhos procuraram um bom lugar para construir as suas casas e, assim que o encontraram, cada um começou a fazer a sua própria casa.

O porquinho mais novo, era o que tinha poupado menos das suas semanadas e o mais pobre dos três, fez a sua casa muito rapidamente e com pouco dinheiro, usando palha.

O porquinho do meio, ansioso por comprar materiais um pouco melhores, gastou mais dinheiro que tinha poupado e que tinha ganho no seu part-time numa cadeia de fast-food. Comprou madeira e depressa construiu uma casa.

O porquinho mais velho, que era o mais capitalista, investiu dinheiro em ações e jogou com o mercado, comprou materiais melhores e disse:

- Vou construir a minha casa de tijolos. Assim terei uma casa muito resistente para me proteger do lobo mau e irei colocar o meu nome na porta: “TRUMP”.

Demorou tempo a construir a casa, criou uma marca com o seu nome e, no fim, estava muito orgulhoso dela, ignorando os seus irmãos mais pobres. Passado uns tempos resolveu capitalizar a sua casa, vendendo-a a outro porquinho.

Um dia andavam os três porquinhos (o mais novo, o do meio e o comprador da casa de tijolos) na lufa-lufa quotidiana, sem tempo para nada, quando aparece o lobo mau:

- Olá! Vejo três

 

 

 

 

Sem segundas intenções!

Entrei no comboio logo de manhã… O sono não me permitia ostentar um grande sorriso e muito menos “O” sorriso genuíno.

Quando me apercebi estava rodeada de caos e destruição! Eram oito e pouco da manhã e aquela carruagem prometia uma das viagens mais maradas e atribuladas dos últimos tempos… Um grupo, um grande grupo, assustador, barulhento, destabilizador do ambiente pacato da minha viagem de comboio onde deveria imperar o silêncio.

Esse grupo era composto por dezenas de crianças da escola primária!!! Gritos, gargalhadas e uma euforia desmedida às oito e pouco da manhã. Ao pé de mim sentaram-se 6 crianças. De salientar que estávamos num espaço com 4 lugares. Ajeitei-me e dei espaço a que elas se colocassem ainda mais à vontade. Trocámos olhares e fui desarmada pelo sorriso e aquele “bom dia” ternurento do Jaime.

Olhei para ele e sorri. E esse sorriso despoletou a conversa que viria a ser uma das melhores e mais genuínas conversas da minha vida!

Jaime: “Senhora, que horas são?”

Eu: “Quase nove. Onde vão?”

Inês: “Ao Oriente. Já lá estive uma vez a andar de bicicleta.”

Ricardo: “Eu fui no pior dia!”

Gabriela: “Qual?”

Ricardo: “Naquela exposição das pessoas com doenças mentais. É assustador.”

Gabriela: “Não fales nisso. Estive a beber água!”

Quando dei por mim estávamos a falar sobre as experiências de cada um no Oriente.

A Gabriela é a mais pequena dos seis. Tem um sorriso rasgado e gosta de provocar os outros cinco. A Inês tem uns óculos que lhe ficam o máximo naquela face redondinha e rosada. A Marisol é a melhor amiga da Gabriela. O Jaime, mulato de olhos claros, lindo de morrer e com o sorriso mais genuíno que alguma vez vi. O Ricardo, pequeno e magrinho e super interessado na língua inglesa. E o António mais tímido, mas também o que aparentou ter um grau de rebeldia superior.

Decidi tirar o meu caderno e começar a anotar alguns pormenores da nossa conversa.

Jaime: “Posso ler o que está a escrever?”

Eu: “Não preferes ler uma das minhas histórias?”

Passei-lhe o caderno… Leu… Sorriu e disse:

“É bonito!”

A Gabriela decide interromper com “Ele só lê histórias FNAF!”

Eu: “FNAF? O que é FNAF?”

E pronto… Surgiram os risinhos e o “gozo” que me fizeram sentir desatualizada e um pouco inculta nesta nova cena que é o FNAF (Five Nights at Freddy’s - série exclusiva do Cartoon Network. Podem saber mais aqui).

Continuaram as suas histórias, falaram sobre

a entrega de diplomas do 4º ano e como se emocionaram com o momento. Explicaram-me que não ambicionam ser médicos ou juízes, mas sim estilitas, ilustradores ou professores de inglês.

Senti que é tudo tão diferente daquilo que eu me lembro de quando tinha aquela idade. Não consumia FNAF… Corria e andava de bicicleta na rua, esfolava os joelhos, a minha mãe chamava-me à janela para eu ir para casa, jogava com berlindes e peões, destruía as brincadeiras dos meus irmãos e tinha amigos que brincavam comigo nas tardes infindáveis das férias da escola.

Inês, Marisol, Jaime, Gabriela, Ricardo e António obrigada pelos vossos sorrisos, pelas nossas conversas e por olharem para mim sem julgamentos, segundas intenções nem maldade.

Muitos gritos e muita euforia mas a verdade é que foram das melhores companhias na minha viagem de comboio.

 

Sem segundas intenções!.jpg

 

 

P.S.: Obrigada pelos desenhos! Vocês são os maiores!