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Devaneios Menstruados

Tudo o que aqui escrevo é real, por vezes um pouco exacerbado, outras vezes floreado. São os meus devaneios menstruados, as minhas histórias de vida, o emaranhado de cabos que forma a minha mente!

Tudo o que aqui escrevo é real, por vezes um pouco exacerbado, outras vezes floreado. São os meus devaneios menstruados, as minhas histórias de vida, o emaranhado de cabos que forma a minha mente!

Coitado do gato – Coisas de uma criança

Ver os nossos sobrinhos a crescer faz-nos esboçar sorrisos repletos de orgulho e felicidade. Quando um deles se dirige a nós com as novidades do dia esperamos ansiosamente para saber o que vai sair daquela cabeça desta vez:

- Aprendi uma música na escola. – diz ele com aquele olhar ternurento e meigo.

- Ai é? Então canta lá! – respondo-lhe eu sempre com aquele tom de voz parvo que se faz quando se fala com uma criança. O que é estúpido, porque eles não são burros nenhuns!

E começa o grande momento:

- Atirei o avô ao ga-to-to mas o ga-to-to não morreu-eu-eu!

Após rir ás gargalhadas chego à conclusão que o meu sobrinho é o maior! Finalmente uma criança verbaliza algo com sentido. Porquê atirar o pau ao gato, se pode atirar o próprio avô?

Acredito que quando pensou atirar o avô ao gato pensou no meu pai e não no avô materno. O que posso eu dizer sobre isto? Censurá-lo? Nada disso! Adoro o meu pai e é um jovem (se escrever velhote e ele acabar por ler é má onda) mui-to-to porreiro mas percebo o meu sobrinho. Atirar o avô ao gato além de ser muito mais original dá-lhe um certo conforto em vários sentidos:

1º - O avô vai achar um piadão e incentivar a cena a acontecer;

2º - O avô consegue agarrar o gato para o neto lhe dar aquelas festinhas especiais que só as crianças dão – apertões, beliscões e até agarrá-los pelo rabo!

3º - Simplesmente porque tem piada atirar o avô ao gato!

 

Puto tu tás tão lá!

Somos profundamente maus…

Porque os meus devaneios nem sempre são escritos com um sorriso no rosto…

 

Ontem o cão da minha vizinha matou o meu gato. Podia estar aqui a escrever o quanto aquele gato era especial. O mais fraco de três irmãos, com problemas no desenvolvimento motor e que com três semanas já estava internado. Lutou e viveu!

Hoje não consigo escrever para rir… Hoje correm-me as lágrimas e soluço como uma criança no primeiro dia de escola. Este texto é para a neta da minha vizinha.

Não sei o teu nome mas sei (segundo a tua mãe e também a tua avó) o quanto choraste ao veres tamanha loucura. Não culpes o teu cão nem o meu gato. Os animais têm este tipo de comportamento por instinto. Se culpares o teu cão terei de culpar o meu gato…

Mas sei que viste mais que isso. Viste um ser humano cruel e maldoso, mais animal que o mais feroz dos animais, pegar no meu gato ferido e em choque e atirá-lo contra o passeio!

Minha querida por favor não alimentes aquele sentimento que nos pode corroer… O ódio! És uma criança! Deixa isso para