Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Devaneios Menstruados

Tudo o que aqui escrevo é real, por vezes um pouco exacerbado, outras vezes floreado. São os meus devaneios menstruados, as minhas histórias de vida, o emaranhado de cabos que forma a minha mente!

Tudo o que aqui escrevo é real, por vezes um pouco exacerbado, outras vezes floreado. São os meus devaneios menstruados, as minhas histórias de vida, o emaranhado de cabos que forma a minha mente!

Estado de Graça!

Estado de Graça.jpg

 

Já em idade adulta fui tia pela primeira vez. Acompanhei três gravidezes na família e se existe um verdadeiro contracetivo na vida é este: lidar com grávidas.

É verdade que estão em estado de graça, literalmente em estado de graça. Tem graça a facilidade com que sofrem tremendas variações de humor. Sorriem e choram enquanto anseiam por batatas fritas do McDonald’s às quatro da manhã para usar como colher num frasco de Nutella. Eu percebo-as neste ponto, a sério que percebo, mas vá lá ver uma coisa se faz favor: controlem um bocadinho as vossas hormonas que aqui a menina começa a ficar assustada com o sistema hormonal de uma gaja.

Imaginemos que de repente se dá um boom de grávidas. O que será da humanidade? O que acontece ao sentido de humor? Elas dominam o mundo, riem-se do nada, mesmo do nada, nós esboçamos um sorriso a medo e elas começam a lacrimejar. A emoção vem ao de cima, nós entramos em pânico e enquanto panicamos elas explodem, ficam possessas e iradas. Porquê? A sério, porquê?

Por vezes só porque sim, outras vezes porque escrevi este texto em fundo branco e devia ter escrito em fundo azul bebé. Vá-se lá perceber!!!

Agora acompanho de perto a gravidez de uma colega de trabalho e tenho adorado. Ela leva a gravidez de uma forma saudável e bem disposta. É assustador na mesma:

- Bom dia Margarida! – recebe-me com um sorriso aberto que em segundos se transformou em olhos lacrimejantes.

Mantenho-me sorridente e brinco com o momento. Ela ri-se e ambas sabemos que são as hormonas a falar.

A Madalena está quase a chegar e este texto é para ela. Cá te espero, ansiosa por te conhecer e aposto contigo que quando olhar para ti pela primeira vez, as minhas hormonas também irão fazer das suas.

Assumo que tenho algum medo de grávidas, são autênticos ovinhos Kinder em que não dá para adivinhar qual será a surpresa. Estado de graça? Nada disso. Estado de descontrolo hormonal isso sim.

Mas é verdade, tem graça!

 

P.S.: Margarida que seja uma hora pequenina e maravilhosa!!! 

Apalpar o pacote é obra! - Lidl

Lidl

 

Há coisas que me assustam e esta nova loucura da coleção de coisinhas em miniatura sob o argumento "são os meus filhos que estão a fazer a coleção" é, sem margem para dúvida, uma desculpa muito, mas muito, mas mesmo muito fraquinha. Vou frequentemente ao Lidl e ainda não vi uma só criancinha pedinchar, chorar, gritar ou implorar porque quer a miniatura do iogurte grego ou em ânsias para lhe sair aquele Persilzinho!

Assumo que tenho medo das perseguições que possa vir a sofrer devido a este texto. Aqui vai: tenho dois brócolinhos e um bifinho. Não dou, não troco, não vendo! 

Ontem saíram-me dois brócolos e presenciei um dos maiores tráficos de influências de sempre. A senhora que foi atendida antes de mim gastou apenas 15,59€ (o que ao sábado dá direito a duas miniaturazinhas) e o que é que aconteceu? Teve direito a pelo menos dez! E começa a loucura de apalpar o pacote. Valha-nos Deus, que tanto pacote se apalpa nas lojas Lidl nos últimos tempos. 

- "Olhe este já tenho." - Diz a cliente enquanto apalpa o pacote e identifica um saquinho de nozes.

- "Este é a caixa de ovos. Já tem?" - A senhora da caixa consegue com a mão esquerda passar as minhas compras pelo scanner e com a mão direita apalpar pacotinhos azuis e amarelos como se não houvesse amanhã.

- "Já. Acha que se arranja um pacotinho de Chocapic?" - Com a sua listinha do que falta nas mãos.

- "Tenho um compal. Serve?"

Preparava-me para pagar quando também eu pedi para apalpar o pacote. Queria perceber aquela capacidade de vidente, centralizada numa miniatura num Lidl perto de mim. Ganhei coragem e apalpei. Apalpei com jeitinho, preparando a ponta dos meus dedos para que apreciassem a subtileza numa miniatura escondida. Arrisquei:

- "É uma maçã!" - Disse com euforia e medo de falhar.

Após a apalpação personalizada das duas fizeram-me aquele olhar reprovador. 

-"Nada disso! É uma laranja".

Falhei redondamente e percebi que não tinha desculpa.