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Devaneios Menstruados

Tudo o que aqui escrevo é real, por vezes um pouco exacerbado, outras vezes floreado. São os meus devaneios menstruados, as minhas histórias de vida, o emaranhado de cabos que forma a minha mente!

Tudo o que aqui escrevo é real, por vezes um pouco exacerbado, outras vezes floreado. São os meus devaneios menstruados, as minhas histórias de vida, o emaranhado de cabos que forma a minha mente!

Os sentimentos depressivos do naperon da tua avó

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Ser naperon em pleno século XXI faz de mim um totó inútil e démodé. Antigamente o meu uso elevava-me a um pódio de glória e popularidade. O maior orgulho de um novelo de linha era dar a sua vida e transformar-se, ao ser sodomizado com uma agulha de croché, num belo e branquinho naperon elaborado ao longo de umas horas de tédio, algures num lar de idosos.

Estar dobrado nesta gaveta rodeado de bolas de naftalina e todo encardido reduz-me a um pedaço de um emaranhado de linhas que em nada orgulha o ADN da minha mãezinha - carrinho de linhas nº11 - que percorre o meu corpo.

Entre as minhas tendências suicidas almejo um objeto cortante que trespasse uma das minhas bordas e inicie o desenlaçar dos pontos que me unem. Eu, naperon dos tempos da tua avó, nutro sentimentos profundos pelas televisões antigas de madeira, em que tinhas de levantar o rabinho do sofá e mudar de canal. Os tempos em que a tua televisão me aquecia as partes íntimas enquanto eu jazia sossegado e direitinho no cume do ser de um televisor. Hoje parecem folhas de papel gigantes onde não me consigo encaixar. Até os fogões são